Priorização técnica do software e próximas demandas de produto.
Resumo estruturado da reunião com Gabriel para organizar o próximo ciclo do software: transações, permissões, Open Finance, MCP/IA, DRE/DFC, plano de contas, módulo comercial e reforço de backend.
Identificação da reunião
Registro encontrado e validado pela transcrição completa.
Título identificado: 2026-07-21 — Extat Software — Priorização técnica, MCP, Open Finance e DRE DFC.
Contexto: alinhamento entre Jozerly e Gabriel sobre o próximo ciclo de evolução do software, com base em 36 tarefas mapeadas, feedback dos primeiros usuários pagantes e necessidade de acelerar entregas técnicas.
Participação pela fala: Speaker 1 conduziu a leitura técnica e organização do backlog; Speaker 2 trouxe visão de produto, experiência do usuário, prioridades de negócio e necessidades observadas em clientes.
ID Fireflies: 01KY3H8XM5CMK03R8KP045QX9Y · Link interno Fireflies preservado como fonte operacional.
Resumo por tópicos
Leitura executiva da reunião, organizada por tema para transformar conversa técnica em decisão de gestão.
Backlog e priorização das 36 tarefas
- Gabriel apresentou o backlog dividido por impacto/prioridade: baixo, médio e alto, separando itens de front-end, API e funcionalidades que exigem mudanças combinadas.
- Foi reforçado que algumas tarefas de baixa prioridade, como RBAC completo, não devem entrar antes da próxima wave terminar, para evitar criar uma matriz de permissões impossível de manter.
- O foco inicial deve ser consolidar as funcionalidades já necessárias para os usuários pagos e para operação financeira real.
Transações, serviços em massa e hub de detalhes
- Foram discutidos serviços de criação, edição e deleção em massa para evitar múltiplas requisições e reduzir custo operacional da API.
- O detalhe da transação deve virar um hub, permitindo visualizar anexos, editar, deletar, clonar, gerar boleto, gerar nota fiscal ou acionar fluxos futuros.
- Contas a pagar e contas a receber devem ganhar visões específicas, mantendo transações como hub central.
- Foi incorporada melhoria de ocultar valores no dashboard, inspirada em padrões de bancos e Conta Azul.
RBAC, Danger Zone e painel administrativo
- RBAC foi entendido como uma matriz de permissões por feature, com possibilidade futura de grupos de acesso por perfil.
- Danger Zone envolve exclusão de empresa, transações, conta do usuário e reversão de pagamentos — exigindo serviços seguros e bem delimitados.
- O painel administrativo foi apontado como peça crítica para ajustar planos, usuários, base de transações e plano de contas sem depender do desenvolvedor.
DRE, DFC e plano de contas flexível
- Jozerly explicou que DRE e DFC ainda não estão utilizáveis no padrão desejado porque dependem de correção e flexibilização do plano de contas.
- A decisão de produto foi manter a estrutura-base dos relatórios — Receita Bruta, Deduções, CPV, Despesas Fixas, Financeiro e blocos da DFC — permitindo editar categorias e vinculá-las às linhas corretas.
- Gabriel indicou que o componente atual da PrimeVue limita a experiência; a recomendação técnica é criar componentes autorais para DRE/DFC usando apenas os primitivos visuais necessários.
- Drill-down de composição de valores foi validado como função importante para explicar os números do relatório.
Open Finance e Plug
- O objetivo principal do Open Finance, para este ciclo, é viabilizar conciliação bancária mais automática e informações atualizadas dentro do sistema.
- Foi sugerido iniciar com sandbox/protótipo da Plug para entender contratos de API, rotas, saldos, contas integradas, sincronização e impacto na interface.
- Emissão de boletos e notas fiscais aparecem como possibilidades conectadas à Plug, mas foram separadas do escopo puro de Open Finance.
- DDA e pagamento direto de contas foram tratados como possibilidades futuras, ainda não como prioridade imediata.
MCP, IA e integração com agentes externos
- Jozerly priorizou a criação de um MCP da Extat para que agentes externos, inclusive o Hermes no Discord, consigam consultar e acionar dados do sistema por API.
- Foi diferenciado o MCP de um chat interno de IA: MCP atende usuários intermediários/avançados e operação Extat; chat nativo atende experiência de massa dentro da plataforma.
- Foram levantadas funções de IA com maior apelo comercial: leitura OCR de fotos/PDFs, sugestão de criação de transações, categorização automática por padrão recorrente e aprendizado de descrições como energia, salário e despesas fixas.
- A infraestrutura de IA precisa ser avaliada para evitar custo alto em servidor tradicional, considerando funções na borda e controle de limite de uso.
Recorrência, contas fixas e experiência do usuário
- Foi alinhado que despesa fixa e transação recorrente são conceitos próximos, mas o usuário precisa enxergar isso de forma simples.
- A interface deve diferenciar repetir transação, fixo, periodicidade mensal e parcelamento.
- A função de pausar recorrência foi descartada para o escopo imediato, porque depende de lançamento agendado e não de criação antecipada de todas as parcelas.
Módulo comercial, vendas e produtividade
- Jozerly defendeu um módulo comercial/CRM financeiro para registrar oportunidade, orçamento, venda, contrato recorrente, cliente, produto/serviço e responsável.
- A venda fechada deve alimentar contas a receber e, posteriormente, DRE, boletos e notas fiscais.
- O ganho de produto é atrair o decisor/usuário final para usar a plataforma no dia a dia, especialmente clientes pequenos que hoje controlam vendas em Excel.
- A conciliação de recebimentos por adquirente foi considerada menos prioritária e pode sair do escopo para não bagunçar o desenvolvimento agora.
Equipe técnica e reforço de backend
- A principal restrição atual é backend/API, não desenho de telas.
- Foi discutida a necessidade de alguém focado em API para acelerar serviços, deixando Alisson concentrado em painel administrativo, plano de contas, DRE/DFC e conhecimento estrutural do sistema.
- Dilson foi citado como possível reforço freelancer/back-end para Open Finance e serviços relacionados ao módulo de transações.
- Jozerly explicou que “fixo” significa dedicação recorrente e foco em entregas semanais, não necessariamente vínculo CLT ou contratação integral.
Decisões e encaminhamentos
O que ficou direcionado como movimento prático após a reunião.
Priorizar fundação operacional
O próximo ciclo deve concentrar energia em transações, serviços de API, admin panel, plano de contas e DRE/DFC antes de abrir excesso de frentes novas.
Separar IA em duas camadas
MCP como infraestrutura de integração para agentes e operação Extat; IA nativa/OCR como experiência comercial e automação percebida pelo usuário final.
Buscar reforço backend
Aceleração depende de apoio focado em API, possivelmente com Dilson ou outro perfil indicado por Gabriel/Galote, para não sobrecarregar Alisson.
Plano de ação
Ações consolidadas com responsável sugerido e prazo base. Quando a reunião não definiu data, foi usado o padrão Extat de 15 dias corridos após a reunião.
Leitura crítica da Extat
O gargalo não é ideação de produto. A reunião mostrou visão clara de funcionalidades, mas a execução depende de reduzir simultaneidade e atacar a fundação: API, plano de contas, DRE/DFC, admin panel e integrações. Sem isso, o front avança, mas a plataforma não sustenta uso real.
Risco operacional
Escopo amplo competindo pelo mesmo backend. Open Finance, MCP, admin panel, DRE/DFC, serviços em massa e módulo comercial dependem do mesmo núcleo técnico. A recomendação é formar duas trilhas: fundação interna com Alisson e trilha Open Finance/API com reforço backend.